Porcos em Foco:
Monitor da Indústria Suína Brasileira

A forma como os animais são tratados na pecuária é tema de crescente relevância: praticamente 9 em cada 10 brasileiros se importam em maior ou menor grau com o sofrimento de animais explorados para consumo.

O Brasil é o terceiro país que mais produz carne suína no mundo – estatística que gera preocupação sobre como milhões de porcos são tratados no país.

Esse ranking compara o posicionamento das maiores e mais influentes empresas da indústria de carne suína no Brasil em relação ao tema. Ao fomentar a transparência no setor, podemos incentivar a tomada de decisões de consumo conscientes e exigir melhorias significativas em termos de como os animais são tratados pelos líderes do mercado.

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As empresas
mais bem colocadas em 2022

Categoria A

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80 a 100%

Nenhuma empresa se enquadrou nessa categoria

Categoria C

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46 a 60%

13/24

BRF

54%

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1/1

A BRF S.A. é uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, e igualmente um dos maiores produtores de suínos e processados do planeta. Em 2021, a empresa produziu 3.646.097 toneladas de proteína animal e exportou 1,13 milhão de toneladas de porcos, o que contribuiu para uma receita bilionária de R$ 48,3 bilhões.

Com sede no Brasil, seus negócios abrangem mercados de 127 países. A empresa é conhecida por marcas como Sadia, Perdigão e Qualy.

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BRF

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Sadia

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Perdigao

JBS

12/24

50%

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1/1

A JBS S.A. é uma multinacional de origem brasileira, reconhecida como a maior produtora de proteínas do mundo, e segunda maior empresa alimentícia — o que lhe conferiu, em 2021, um lucro líquido de R$20,5 bilhões. Está presente em 20 países nos cinco continentes e é detentora de marcas como Friboi, Swift, Seara, Seara e Doriana.

A JBS conta com três unidades de negócios dedicadas à produção de carne suína e produtos derivados: a Seara, no Brasil, a JBS USA Pork, nos Estados Unidos, e a JBS USA Beef, que detém a marca Primo Smallgoods – líder em produtos processados, como presunto, salsicha e bacon.

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Swift

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Seara

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Friboi

Categoria E

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16 a 30%

7/24

Pif Paf

29%

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1/1

A Pif Paf Alimentos é uma das maiores produtoras de alimentos do Brasil e é a empresa líder do setor em Minas Gerais. Seu portfólio conta com mais de 1000 produtos, entre eles carne suína, presentes não apenas no mercado brasileiro, como em outros 24 países.

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Alegra

4/24

16%

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Produto da união de três grandes cooperativas, o grupo Unium é uma holding com mais de 5 mil cooperados que deu origem à marca Alegra em 2015. As cooperativas representam, juntas, mais de R$ 10 bilhões em faturamento anual e exportam carne suína para 35 países. 

A marca possui presença no mercado nacional com atividades que envolvem a produção leiteira, suinocultura, pecuária, agricultura e produção de rações e grãos.

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Categoria B

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61 a 80%

15/24

Pamplona

62%

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Marca especialista em carne suína, a Pamplona está presente em 24 estados brasileiros e é exportadora de grande variedade de produtos. Seu portfólio conta com 18 linhas, que englobam carne suína temperada e in natura, além de processada.

Durante o ano de 2021, a Pamplona obteve R$ 81,2 milhões de lucro líquido e produziu 150.746 toneladas de produtos (sendo 95,86% de proteína suína).

Categoria D

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31 a 45%

9/24

Aurora

37%

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A Aurora Coop é uma cooperativa composta por onze cooperativas nos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com produtos que estão presentes em mais de 600 municípios brasileiros através das marcas Aurora, Nobre e Peperi.

Suas exportações totalizaram 621.789 toneladas de  produtos em 2021, e apenas a marca Aurora chegou a 80 países, em todos os continentes.

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Frimesa

9/24

37%

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Central composta por cinco cooperativas, a Frimesa é a quarta maior empresa no abate de suínos do Brasil. Sua principal planta, localizada no Paraná, industrializa mais de 1000 toneladas de produtos suínos por dia e pode exportar até 5.000 toneladas de carne suína in natura e miúdos por mês — o que lhe conferiu um faturamento de R$ 5,039 bilhões em 2021.

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Categoria F

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0 a 15%

Alibem

0/24

0%

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A Alibem atua no segmento de proteína animal, tendo como base duas marcas: a ALIBEM, produtora de carne suína e a AGRA, produtora de carne bovina. Trata-se da 5ª maior empresa do Brasil em volume de abates de suínos, exportando para mais de 40 países e distribuindo seus produtos em todas as regiões do país. Toda a produção de carne suína é proveniente de criação própria de porcos.

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Master Agroindustrial

0/24

0%

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A Master é uma empresa catarinense que atua na produção de alimentos e fornecimento de proteína suína para agroindústrias e consumidores finais por meio da marca comercial Sulita. A empresa conta com granjas e abatedouros próprios.

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Sulita

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Master

Melhores padrões =
fim da crueldade animal?

Uma de nossas estratégias para reduzir o sofrimento dos animais explorados pela indústria alimentícia é pressionar grandes corporações pelo banimento de algumas das piores práticas contra os animais. Porém, isso é apenas a metade do caminho. Melhores padrões não acabam totalmente com o sofrimento dos animais, e não previnem sua morte.

A única forma de acabar com esse sofrimento é deixar de consumir produtos de origem animal.

 
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Confira
o relatório completo

As informações consolidadas, referências e mais detalhes estão disponíveis no relatório “Porcos em foco: Monitor da Indústria Suína Brasileira 2022”.

Ranking por critério

A Sinergia Animal realizou ampla pesquisa, amparada por especialistas em bem-estar animal, e optou por criar um ranking priorizando medidas e práticas que resultem em menos sofrimento para os animais. Assim, os oito critérios a seguir foram selecionados com o intuito de assegurar o banimento das práticas mais prejudiciais aos animais, apontando alternativas viáveis às empresas produtoras e processadoras de carne suína.

Priorizamos as medidas contra o uso de gaiolas de gestação, pois essa é uma das práticas que causa mais sofrimento durante um longo espaço de tempo.

Critério 1

Banir em 100% o uso de gaiolas de gestação em todas as operações

Gaiolas de gestação são celas de metal que têm praticamente o mesmo tamanho do corpo das porcas, as impedindo de sequer virar dentro delas. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

Gaiolas de gestação são celas de metal que têm praticamente o mesmo tamanho do corpo das porcas, as impedindo de sequer virar dentro delas, onde ficam praticamente imobilizadas, sem poder caminhar e até mesmo girar ao redor do próprio corpo, o que pode lhes causar sofrimento mental e físico. O uso contínuo dessas gaiolas é considerado uma das práticas mais cruéis da indústria da carne e, por isso, já foi banido em diversos países. No Brasil, no entanto, nenhum produtor do país adotou o compromisso de banir totalmente as gaiolas de gestação em todas as suas operações.

0 pontos

Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

1/1

Critério 2

Banir o uso de gaiolas de gestação somente em novas unidades e ampliações de granjas existentes

Sistemas alternativos às gaiolas de gestação têm sido adotados, senão para toda a cadeia de produção das empresas, pelo menos para suas novas unidades e ampliações de granjas existentes. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

Sistemas alternativos às gaiolas de gestação, onde os animais são alojados em baias em grupos, têm sido adotados, senão para toda a cadeia de produção das empresas, pelo menos para suas novas unidades e ampliações de granjas existentes. Um exemplo é o sistema  'cobre e solta', em que as porcas são mantidas em baias de gestação coletivas logo após a confirmação de prenhez. Atualmente, apenas um produtor brasileiro tem essa política, mas somente para novas unidades e ampliações de granjas existentes, e não para toda e qualquer operação.

0 pontos

Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

1/1

1 ponto

Existe declaração pública favorável, mas ainda não há compromisso oficial publicado no site das empresa), com prazo adequado para implementação:

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3 pontos

A empresa já atende completamente ao critério ou tem compromisso oficial de transição publicado no site da empresa, com linguagem clara e inequívoca e prazo para implementação adequado:

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Critério 3

Redução parcial do uso de gaiolas de gestação

Alguns produtores optam por reduzir o tempo de confinamento em gaiolas de gestação, ao invés de banir o sistema por completo. É o chamado sistema misto. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

Alguns produtores optam por reduzir o tempo de confinamento em gaiolas de gestação, ao invés de banir o sistema por completo. É o chamado sistema misto e, nele, ainda é permitido o confinamento em gaiolas de gestação por aproximadamente 4 a 5 semanas, a cada gestação que dura cerca de quatro meses.

 

As porcas chamadas “reprodutoras”, que são inseminadas para gerar leitões que serão abatidos para a produção de carne suína, passam longos períodos em gaiolas onde ficam praticamente imobilizadas, sem poder caminhar e até mesmo girar ao redor do próprio corpo. Esse sistema de confinamento é considerado uma das práticas mais cruéis da indústria da carne, e por isso deve ser banido.

0 pontos

Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

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1 ponto

Existe compromisso público no site das empresas, mas que atende apenas parcialmente ao critério:

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3 pontos

As empresas já atendem completamente ao critério ou têm compromissos oficiais de transição publicados em seus sites, com linguagem clara e inequívoca e prazo para implementação adequado:

1/1

Critério 4

Banir a castração cirúrgica

No lugar da castração cirúrgica, com cortes e remoção dos testículos sem uso de anestesia e analgésicos, as empresas podem se comprometer a adotar a imunocastração. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

No lugar da castração cirúrgica, com incisões escrotais e remoção de testículos sem uso de anestesia e analgesia, as empresas podem se comprometer a adotar a imunocastração, que consiste na aplicação de uma vacina injetável, e assim diminuir significativamente a dor e o estresse dos animais. No caso de a opção ainda ser pela castração cirúrgica, ela deve ser realizada sempre com manejo adequado da dor, o que significa garantir o uso de anestésicos e analgésicos.

0 pontos

Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

1/1

1 ponto

Existe compromisso público no site da empresa, mas que atende apenas parcialmente ao critério:

1/1

1 ponto

Existem declarações públicas favoráveis, mas ainda não há compromissos oficiais publicados no site das empresas, com prazo adequado para implementação:

1/1

3 pontos

As empresas já atendem completamente ao critério ou têm compromissos oficiais de transição publicados em seus sites, com linguagem clara e inequívoca e prazo para implementação adequado:

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Critério 5

Banir o corte de dentes e permitir o desgaste de dentes somente em casos excepcionais

Os leitões têm seus dentes cortados ou desgastados como forma de evitar lesões cutâneas nos filhotes e proteger as mamas das porcas durante a amamentação. Porém, essa prática dolorosa pode ser dispensada. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

Os leitões têm seus dentes cortados ou desgastados como forma de evitar lesões cutâneas nos filhotes e proteger as mamas das porcas durante a amamentação. Porém, boas práticas de manejo têm comprovado que seu uso rotineiro não é necessário. Caso as porcas apresentem lesões graves nas mamas durante a amamentação, o desgaste de dentes poderá ser realizado, em caráter de exceção.

0 pontos

Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

1/1

1 ponto

Existe declaração pública favorável, mas ainda não há compromisso oficial publicado no site das empresas, com prazo adequado para implementação:

1/1

3 pontos

As empresas já atendem completamente ao critério ou têm compromissos oficiais de transição publicados em seus sites, com linguagem clara e inequívoca e prazo para implementação adequado:

1/1

Critério 6

Banir o corte de orelha

O corte de orelha (mossa) é uma mutilação em que são removidas partes da orelha do animal com fim de identificação. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

O corte de orelha (mossa) é uma mutilação em que são removidas partes da orelha do animal com fim de identificação. A mossagem gera dor, e pode ser facilmente substituída por brincos, cuja colocação pode causar menos estresse e sofrimento aos animais.

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Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

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1 ponto

Existe declaração pública favorável, mas ainda não há compromisso oficial publicado no site das empresas, com prazo adequado para implementação:

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3 pontos

As empresas já atendem completamente ao critério ou têm compromissos oficiais de transição publicados em seu site, com linguagem clara e inequívoca e prazo para implementação adequado:

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Critério 7

Banir o corte de cauda

Frequentemente, os leitões têm suas caudas cortadas, muitas vezes sem anestesia e analgesia, com apenas poucos dias de vida. Trata-se de um procedimento que causa intensa dor. Leia mais

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Foto típica da indústria pecuária industrial

Frequentemente, os leitões têm suas caudas cortadas, muitas vezes sem anestesia e analgesia, com apenas poucos dias de vida. Trata-se de um procedimento que causa intensa dor e, por isso, é fundamental que seja abolido. O corte de cauda é realizado para prevenir lesões em casos de surtos de canibalismo entre os leitões. No entanto, o enriquecimento ambiental e uma menor densidade de animais nas baias são alternativas que podem atenuar o problema.

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Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

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1 ponto

Existe compromisso público no site da empresa, mas que atende apenas parcialmente ao critério:

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Existem declarações públicas favoráveis, mas ainda não há compromissos oficiais publicados em seus sites, com prazo adequado para implementação:

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Critério 8

Banir o uso não terapêutico de antibióticos

O mau uso de antibióticos em animais saudáveis na pecuária é um dos principais responsáveis pela resistência antimicrobiana, uma das maiores ameaças à saúde pública global. Leia mais

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O uso de antibióticos em animais saudáveis na pecuária é um dos principais responsáveis pela resistência antimicrobiana, uma das maiores ameaças à saúde pública global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Usar antibióticos em animais não doentes é prática comum na indústria suína brasileira e isso pode colocar em risco a eficácia do tratamento de doenças bacterianas, podendo tornar esses medicamentos ineficazes mesmo no tratamento de humanos. O Brasil é um dos maiores consumidores globais de antibióticos na produção animal e essa prática deve ser abolida o quanto antes, empregando-se antibióticos apenas quando os animais apresentarem real necessidade, ou seja, em caso de doenças.

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Não há compromisso nem declaração pública favorável a respeito do tema por parte das empresas:

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1 ponto

Existe declaração pública favorável, mas ainda não há compromisso oficial publicado no site da empresa, com prazo adequado para implementação:

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Sobre a Sinergia Animal

A Sinergia Animal é uma organização internacional de proteção animal que trabalha em países do Sul Global para reduzir o sofrimento dos animais explorados para consumo e promover escolhas alimentares mais compassivas. Somos reconhecidos como uma das ONGs de proteção animal mais efetivas do mundo pela Animal Charity Evaluators (ACE).

Agradecimentos

A Andrew Skowron, pelas imagens sempre tocantes e sensíveis
À
Alianima, pelo trabalho de coleta de dados do relatório Observatório Suíno