Você conseguiria viver em uma gaiola, sem poder se mover, confinado de forma extrema e entre os restos de algumas pessoas que já morreram? Certamente, você não sobreviveria, mas essa é a realidade de milhões de galinhas na indústria dos ovos no Brasil e na América Latina. Mais de 90% das centenas de milhões de galinhas utilizadas na produção industrial de ovos no Brasil e na América Latina passam suas vidas inteiras confinadas nas chamadas gaiolas em bateria. Nelas, as aves não podem sequer caminhar ou abrir suas asas.

Cada gaiola confina de 5 a 10 animais juntos, e cada galinha tem um espaço menor do que uma folha de papel A4 para viver. Muitas não sobrevivem e as que conseguem viver muitas vezes são forçadas a conviver com os restos das que morreram. Devido a essa enorme crueldade, as gaiolas em bateria convencionais já foram proibidas em toda a União Europeia, Nova Zelândia e diversos estados norte-americanos. O Canadá também já se comprometeu a acabar com esse sistema de confinamento gradualmente.

Na América Latina, a equipe da Sinergia Animal vem lutando contra esse abuso e demandando que as grandes empresas se comprometam a acabar com essa crueldade em suas cadeias de abastecimento. E estamos vencendo!

Grandes redes de fast food como McDonald’s, Subway e Burger King já anunciaram que vão eliminar o uso de gaiolas em bateria em toda a América Latina.

No setor de maioneses, 10 das mais famosas marcas no Brasil também já têm compromissos para acabar com o uso das cruéis gaiolas em bateria: Unilever (maioneses Hellmann’s e Arisco), Bunge (maioneses Soya, Salada e Primor), Cargill (maioneses Maria e Liza), Kraft Heinz (maioneses Heinz e Quero) e Hemmer.

No setor de padaria industrial, o Grupo Bimbo, dono das marcas Pullmann e Ana Maria, adotou uma política livre de gaiolas em nível global. Duas das maiores empresas de serviços em alimentação da América Latina, Sodexo e Compass Group, também anunciaram o fim do confinamento de galinhas em gaiolas em suas redes.

QUEREMOS O FIM DAS GAIOLAS NA AMÉRICA LATINA

Sabemos que nenhum tipo de exploração animal é boa, mas já que não podemos acabar com a indústria de produção animal de um dia para o outro, podemos pelo menos lutar para que os animais tenham condições mais dignas.

Na produção livre de gaiolas, os animais podem se mover e realizar a maioria dos seus comportamentos naturais, o que reduz significativamente o sofrimento deles.

LIVRE DE GAIOLAS

Em sistemas livres de gaiolas, as galinhas vivem em galpões sem acesso a áreas externas. Ou seja: elas não têm a oportunidade de sair ao pasto para pastorear na grama ou na terra.

No entanto, dentro dos galpões, elas têm acesso a áreas enriquecidas que contam com caixas-ninho para botarem ovos, áreas com palha para pastorear e poleiros para subir.

CAIPIRA E ORGÂNICO

As galinhas têm acesso a pastos onde podem desfrutar da luz do sol e passar o tempo buscando alimentos. A ração é de origem vegetal e antibióticos não são usados.

 

O sistema orgânico vai além do caipira e não permite que as galinhas tenham os bicos cortados e os alimentos dados aos animais têm que ser produzidos de forma orgânica, sem agrotóxicos.

Livre de gaiolas significa livre de crueldade?

Os sistemas livres de gaiolas têm um grande potencial de diminuir o sofrimento dos animais. A eliminação das gaiolas permite que os animais se movam, socializem uns com os outros e realizem diversos comportamentos naturais que são importantes para o bem-estar deles.


No entanto, tanto em sistemas livres de gaiolas quanto em sistemas com gaiolas, os pintinhos machos sao triturados vivos com poucas horas de vida, sendo descartados dessa forma cruel pois não botam ovos e assim não têm utilidade para a indústria. Essa prática já está sendo eliminada dos Estados Unidos e vamos lutar para que o mesmo aconteça na América Latina.

Um problema que também pode ocorrer em sistemas livres de gaiolas, quando eles não são bem administrados, é que os animais se estressam e começam a se bicar. E isso pode resultar em surtos de arranques de penas ou até mesmo canibalismo.


Além disso, nos sistemas livres de gaiolas as galinhas também são mandadas para o abatedouro. Ou seja: quando não produzem mais ovos nas proporções esperadas, elas são espremidas em caixas pequenas e transportadas para o frigorífico para serem mortas, muitas vezes de forma bastante cruel.

DIGA SIM À VIDA, E NÃO AOS OVOS

A melhor forma de ajudar os animais é não comendo eles, nem os produtos que eles produzem. É possível escolher uma alimentação mais saudável e que não contribua com nenhum tipo de sofrimento animal.

Clique abaixo para saber a importância de adotar uma dieta vegetariana!

Em 2018, com pouco mais de um ano de trabalho, Sinergia Animal foi reconhecida como uma das ONGs de proteção animal mais eficazes do mundo pela renomada instituição Animal Charity Evaluators (ACE).​