• Aline Baroni

Pessoas economizaram R$3 mil cada em 2019 comendo menos carne, diz pesquisa

Um levantamento realizado no Reino Unido mostrou que mais de 12 milhões de pessoas decidiram comer menos carne em 2019 e que, como resultado, cada uma delas economizou o equivalente a R$3 mil. Agora, mais de um quinto delas planejam reduzir o consumo ainda mais, ou parando completamente de consumir, especialmente nesse momento, em que 44% dos entrevistados pensam que comer sem carne é mais acessível do que nunca antes.

A pesquisa entrevistou 2 mil adultos e foi contratada pela Linda McCartney Foods, uma marca vegetariana de alimentos fundada pela falecida esposa de Paul McCartney's.

Eles também descobriram que o motivo pelo qual 28% das pessoas estão mudando seus hábitos alimentares é a expectativa de economizar, enquanto 40% estão fazendo isso pelo planeta e 44% para melhorar a saúde.

Todas essas preocupações são realistas. Primeiro, podemos estar atingindo um ponto irreversível e catastrófico da vida na Terra, ambientalmente falando. Um relatório vazado da ONU em agosto de 2019 diz que uma das medidas necessárias para salvar o mundo é mudar para dietas vegetarianas ou veganas. Isso porque a pecuária representa entre 14,5% e 18% das emissões de gases de estufa causadas pelo homem. De acordo com a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura), carne vermelha, porco, frango, ovos e leite animal correspondem a 78% das emissões relativas à agricultura. Somente a carne de boi representa 41% das emissões do setor, enquanto a produção de leite representa 20%.

Além disso, estudos mostram a relação entre o consumo de produtos de origem animal (incluindo ovos e laticínios) e as principais doenças crônicas ao redor do mundo. O consumo de carne, por exemplo, está relacionado a doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Não importa quais são seus motivos, deixar de consumir produtos de origem animal ajuda todo mundo: o planeta, as pessoas, os animais, você mesmo e suas finanças. Por que não tentar? Clique aqui para começar agora.